Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

Vitória da Educação

É com grande alegria que enquanto socialista vi, ontem, a notícia do acordo entre o governo e os professores. Ao longo dos últimos dois anos, e já antes noutros espaços, alertei para as falhas graves que o anterior modelo de avaliação e estatuto da carreira docente apresentavam. Mais que vontade política havia teimosia por parte de Maria de Lurdes Rodrigues. O PS sempre foi o partido do diálogo, da liberdade. Assim, o que ontem aconteceu foi a melhor forma de encerrar uma página que, embora protagonizada por uma independente mas em nome de um governo do PS, nada orgulhou os socialistas portugueses. Isabel Alçada trouxe para o ministério da educação aquilo que mais faltou ao longo do último governo: conhecimento da realidade das escolas. O anterior modelo era a encarnação da burocracia com fichas e mais fichas, quadros e mais quadros, reuniões e mais reuniões. De uma só cajadada Isabel Alçada traz a paz e a motivação aos nossos professores. Centra a sua actividade, não na preparação da sua avaliação, mas sim no ensino. Garante que os bons professores são reconhecidos e que chegam ao topo da carreira em tempo útil.

É este o PS que Portugal precisa, dialogante, não arrogante, honrando a sua história.

E já agora sendo este o primeiro post deste novo ano, expresso os meus votos de um Ano Novo Próspero a todos que por aqui passam.


publicado por Hélder Almeida às 20:26
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Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Pacto na Educação

Gostei de ouvir as declarações prestadas ontem pela nova ministra da Educação. Nota-se uma nova e clara abertura para o diálogo e para a mudança. Contudo esta mudança não pode significar o regresso ao passado. A avaliação dos professores é essencial para uma melhor qualidade do ensino. Há é que estabelecer um novo modelo de avaliação, mais simplificado, com muito menos burocracia, com muito menos papel, e sobretudo mais objectivo. Paralelamente a este novo modelo de avaliação espero que o novo governo, com a ajuda do parlamento, tenha a vontade de introduzir um novo e tão necessário paradigma na educação em Portugal: a EXIGÊNCIA.

O sistema de educação de um país pode dizer muito sobre o estado de saúde da sua sociedade. Hoje, infelizmente, por força até de uma certa pressão comunitária trabalha-se muito com o olho na estatística. No entanto, o primeiro passo para mudar de uma vez por todas o rumo deste país é introduzir uma cultura de exigência no ensino. O facilitismo apenas está a formar gente pouco dinâmica e capaz de mudar a situação actual do país. Há que mudar o que está mal nesta nossa cultura latina e, aqui, aprender muito com os países mais do norte da europa. Não basta ir lá copiar as suas políticas, há que as materializar, e o primeiro passo terá de ser dado na educação. Os nossos alunos têm de perceber que a escola pública custa dinheiro, que é um direito que custou muito a conquistar e que eles, enquanto alunos, terão de possuir uma atitude de trabalho, empenho e exigência para consigo próprios. Hoje as nossas escolas estão repletas de materiais e equipamentos que nos colocam ao nível dos melhores sistemas de ensino público do mundo, apenas faltando alunos que honrem as condições que a escola pública oferece. É um facto que constato ao falar com diversos agentes de ensino que conheço: há cada vez menos alunos a demonstrarem empenho, a trabalharem por ser os melhores alunos; ao invés é crescente o número de alunos que optam pelo desinteresse e mau comportamento. Estes alunos que se estão a formar em nada contribuirão para a resolução dos problemas que o futuro irá colocar. Só alunos que estejam habituados a trabalhar para resolver os seus problemas com exigência e com correcção poderão ser cidadãos responsáveis e capazes de enfrentar os obstáculos.

Deste modo, ficaria satisfeito se o governo do PS tivesse a coragem para mudar o rumo da educação em Portugal e introduzisse uma necessária maior EXIGÊNCIA no ensino. Mas este compromisso de uma maior preocupação com a exigência do ensino e não tanto com os dados estatísticos deveria merecer um pacto entre os dois maiores partidos com responsabilidades governativas. Um verdadeiro pacto em que os dois se comprometessem a trabalhar por um ensino exigente e não usar eventuais dados estatísticos menos favoráveis decorrentes do início da implementação destas novas políticas como arma no debate político.


publicado por Hélder Almeida às 18:39
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Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Há que corrigir...

Há muitos equívocos por parte da secretaria regional da educação relativamente ao processo de avaliação dos professores e a algumas questões fundamentais no sistema educativo dos Açores.

Em primeiro lugar começo por falar de algumas das questões estruturantes da educação. No ensino regional desde há alguns anos que está instalado um ensino que pretende ser de níveis, nomeadamente no primeiro ciclo, na tentativa de seguir o modelo anglo-saxónico. Contudo  este sistema é falacioso, pois vejamos: supostamente os alunos no 1º ciclo estão num ano escolar (por exemplo 3º ano) e num nível, que poderá ser o nível 2. Com isto, e estatisticamente os alunos transitam de ano, mas ficam retidos no nível. O pior é que supostamente um aluno que está no 3º ano nível 2 não deverá estar a repetir todo o programa do 2º ano nível 2, mas na realidade é a isto que se assiste; os alunos de 3º ano nível 2 continuam na mesma sala dos colegas de 3º ano nível 3 mas com os livros e programas do 2º, ou seja, é o mesmo que não tivessem transitado de ano, contudo com esta cosmética contam como aprovações. O que os teólogos da educação esquecem (muitas vezes por desconhecimento e afastamento da realidade escolar) é que este ensino só seria eficaz se, como nos países anglo-saxónicos, as turmas fossem organizadas por efectivos níveis construindo-se programas específicos para cada ano e nível.

Futuramente irei expor mais algumas falhas do sistema de ensino.

Quanto aos professores, e não sendo professor, tenho a certeza que a maioria quer ser avaliada, mas mediante condições justas. É inadmissível que um professor no item assiduidade da sua avaliação não possa ter a máxima classificação se tiver faltado, justificadamente, por assistência à família, doença, internamento hospitalar e acidente em serviço. Uma lei destas é no mínimo pouco democrática.

Como socialista e apoiante do partido socialista fico triste por ver todo o trabalho levado a cabo pelo PS na modernização das instalações e equipamentos de ensino ser ensombrado por propostas destas, que só revelam o alheamento da realidade dos responsáveis por esta pasta.

O PS, partido da liberdade e da democracia tem o dever de continuar a modernização do ensino regional, eliminando estes aspectos menos conseguidos atrás referidos através de uma postura dialogante, pois o povo português e açoriano tem demonstrado que valoriza o diálogo e a abertura dos seus governantes às suas opiniões e anseios.

 


publicado por Hélder Almeida às 21:24
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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Soluções

Várias vezes critiquei o modelo de avaliação dos professores e a burocracia que reinava nas escolas. Contudo neste novo mandato do PS Açores, enquanto governo regional, há a destacar a postura dialogante da nova responsável pela pasta da Educação. Lina Mendes conseguiu reatar conversações com os sindicatos, passou a discutir com eles as propostas antes de as apresentar e não o contrário, passou a demonstrar respeito por uma classe determinante para o sucesso do futuro dos Açores. Os problemas que pareciam não ter solução estão a ser, sucessivamente, resolvidos pela via do diálogo entre a tutela e os professores, assegurando-se que estes sejam avaliados mediante um modelo mais justo e adaptado à realidade das escolas.

Assim é justo elogiar a postura do governo regional do PS Açores na resolução dos problemas da educação.

No entanto, hoje um jornal da nossa terra, conhecido pelas suas curiosas sondagens eleitorais, não conseguindo arranjar novos problemas entre professores e secretaria da educação afirma que, segundo alguns professores, o sindicato SPRA enganou os professores ao não defender as propostas aprovadas no plenário realizado a 12 de Janeiro. Quanto a esta notícia ou muito me engano ou estes “alguns professores” são apenas um e esta notícia foi plantada a talho de Machado...perdão de foice.

 


publicado por Hélder Almeida às 14:20
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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

Ainda é possível...

Enquanto socialista democrático e apoiante, desde sempre, dos ideais do  Partido Socialista e por conseguinte do mesmo, fico triste que o partido que mais lutou pela democracia em Portugal enquanto governo da república esteja a ter a postura que tem na questão da educação. Bem sei que a senhora ministra da educação sendo independente não é obrigada a comungar dos ideais constantes da nossa declaração de princípios, contudo, e para todos os efeitos, pertence a um governo suportado por uma maioria socialista e, por isso, terá de se reger pelos valores desta mesma maioria. Se é verdade que em democracia deve-se cumprir o que se acordou, o que não falta para aí são promessas esquecidas e o que está em cima da mesa é um processo de avaliação que está a lançar as escolas num caos burocrático, para o qual alertei já muitas vezes neste blog e anteriormente no extinto fórum do site do Partido Socialista dos Açores. Já não são só os professores que estão contra este método de avaliação, são os pais, são os alunos, é a sociedade em geral que se vai apercebendo, aos poucos, que um melhor ensino não é sinónimo de mais burocracia nas escolas.

Perante isto resta-me manter a esperança que o meu partido a nível nacional volte ao rumo do diálogo que sempre nos caracterizou, pois só o diálogo franco e não monólogos intercalados é que resultam em consensos alargados. Dos sindicatos e dos órgãos representativos dos professores também espero que apresentem propostas credíveis para um novo sistema de avaliação e que não se limitem a dizer que não querem este.

Por último, e de seguida, faço a transcrição do artigo 20 da declaração de princípios do meu partido, o Partido Socialista desejando que inspire alguns dos actuais dirigentes nacionais e membros do governo da República do Partido Socialista:

"20. O PS é um partido republicano, que emana dos cidadãos. Por isso, concebe a acção política como tarefa colectiva de mobilização de pessoas e grupos para o projecto da plena realização da democracia e da afirmação dos ideais da liberdade, da igualdade e da solidariedade. Por isso, é um partido plural, coeso e fraterno, aberto à comunicação permanente com as diferentes organizações e correntes de opinião que fazem a riqueza da sociedade civil, e assente na intervenção social e cívica dos seus membros, militantes e simpatizantes, cidadãos livres e activos unidos pela ampla plataforma política da democracia e do socialismo democrático."

 


publicado por Hélder Almeida às 22:43
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Sábado, 8 de Novembro de 2008

Dia de luta

Hoje é incontornável fugir à manifestação de professores que terá lugar na cidade de Lisboa. Em tempos a ministra da educação disse que apesar de ter perdido os professores tinha conquistado os pais (esquecia-se que a maioria dos professores também são pais), contudo hoje são os pais, que pela mão das instituições que os representam, defendem, igualmente, a ideia que este modelo de avaliação descabido e desprovido da intenção de melhorar o ensino, mas cheio de intenções economicistas, poderá prejudicar, e muito, o desempenho dos professores e, por conseguinte, a aprendizagem dos seus filhos. Sou socialista democrático, acredito nos valores que levaram à fundação do partido socialista, no entanto, este governo da república pela mão desta senhora ministra está a acabar com o ensino público, está a justificar a fuga cada vez maior de estudantes e professores para o ensino privado, está a condenar a maioria dos estudantes de Portugal a um ensino marcado pelas aprovações obrigatórias, pelo sucesso estatístico altamente manipulado, pelo facilitismo, está a condenar os estudantes a um ensino que não os forma enquanto cidadãos responsáveis.

Assim, hoje estou solidário com a luta dos professores, estou solidário com cidadãos que em alguns casos, quase com 30 anos de dedicação à educação formando muita gente que se levanta contra eles, são agora obrigados a terem aulas assistidas por colegas sem nenhuma formação e muitas vezes com pouquíssima experiência na educação, por via de terem gasto a maior parte da sua carreira em cargos administrativo. Mais, o ensino em Portugal está nesta situação por a maior parte dos responsáveis políticos da área da educação não terem conhecimento da realidade do ensino, ou porque não estão ligados em termos científicos e académicos à educação ou quando estão são, na sua maioria, professores que levaram toda uma vida em concelhos e mais concelhos executivos fugindo sempre que podiam ao essencial do ser professor que é dar aulas, que é ensinar.

É necessário mudar, é necessário que o PS volte a eleger a educação como uma das suas paixões, é necessário que os socialistas do PS se façam ouvir em defesa do ensino público.

 


publicado por Hélder Almeida às 13:56
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Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008

Limar arestas

Sendo a educação uma das minhas paixões não podia deixar passar, em claro, uma situação real que se passa nas nossas escolas. Refiro-me à avaliação dos docentes, nomeadamente à avaliação dos docentes do 1º ciclo do ensino básico. Há escolas na região cujos professores "primários" serão avaliados por colegas do próprio núcleo escolar, mais precisamente pelos coordenadores do núcleo escolar, cargo para o qual foram eleitos pelos colegas. Fazendo um paralelismo seria como um estudante avaliar o seu colega de carteira, um funcionário público avaliar o seu companheiro de departamento, e por aí a fora.

Já anteriormente defendi, aqui, que esta avaliação deveria ser feita por uma comissão externa às escolas, com formação adequada e nomeada pela secretaria regional da educação, só assim este processo seria correcto e transparente.

Contudo, e tendo em conta o comportamento do Secretário Regional da Educação nos últimos 12 anos, e partindo do princípio que na nova legislatura manterá as suas funções, acredito que o próprio irá tomar atenção a esta problemática melhorando, eliminando as falhas e aperfeiçoando o método de avaliação dos docentes. Assim espero a bem da educação, a bem da motivação de uma das classes trabalhadoras mais importantes da região.

 

 

 

 


publicado por Hélder Almeida às 20:54
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Terça-feira, 23 de Setembro de 2008

Sinal +

Não podia deixar passar este dia sem assinalar a medida do governo que faculta, gratuitamente,  os novos computadores Magalhães a todos os alunos do 1º ciclo abrangidos pelo primeiro escalão da acção social escolar, sendo que os não carenciados poderão adquirir esse mesmo computador por 50 Euro. Esta medida vai permitir que seja diminuta a percentagem de crianças que se sintam excluídas da rota das novas tecnologias nas escolas. Esta é uma medida socialista inequivocamente, e é de salutar todas as medidas do governo socialista que visam diminuir as assimetrias sociais.

Já agora poder-se-ia facultar a ligação à internet dos computadores Magalhães das crianças mais carenciadas nas escolas primárias e sempre que essas desejassem, uma vez que muitas das famílias destas crianças não conseguem suportar mais uma conta, nomeadamente o encargo mensal de uma assinatura de internet móvel.

 


publicado por Hélder Almeida às 20:57
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Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

100% de mérito

Espero que quando a senhora ministra da educação diz que ambiciona ter uma taxa de aprovação no nono ano de escolaridade de 100% esteja a pensar que estes 100% sejam atingidos pelo trabalho dos alunos e não por um qualquer decreto administrativo.

E quando digo isso, não digo de forma inocente, uma vez que actualmente é impossível reter qualquer aluno no primeiro ano de escolaridade, e nos anos seguintes sempre que um professor retenha mais que 10% de alunos de uma turma tem de minuciosamente justificar por meio de relatório esta percentagem, tendo esta de ter aprovação do concelho executivo da escola.

Por outro lado, percebo a senhora ministra e o próprio governo, ao almejarem esta meta, já que, actualmente, o governo do PS tem feito uma grande aposta e investimento no sector da educação, quer em termos de infra-estruturas quer no que toca à dotação das escolas, dos alunos e professores dos mais recentes equipamentos informáticos que inevitavelmente ajudam no bom desempenho de todos os agentes da educação atrás referidos.

Contudo é preciso não esquecer que os alunos têm de passar de ano pelo seu trabalho e por mérito próprio. Nunca se poderá passar para os alunos a ideia que, por exemplo, uma boa avaliação de um docente passe pelo número de aprovações que tem, já que assim se transparece uma ideia de facilitismo que não se coaduna com a exigência que o ensino em Portugal deve ter.

 


publicado por Hélder Almeida às 20:53
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