Terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Reflexões

Desde pequeno que sempre tive a sorte de me identificar mais com as verdadeiras personalidades políticas da democracia portuguesa. Falo desde Mário Soares, Jaime Gama, António Guterres, Manuel Alegre, Sousa Franco entre outros.

Cresci a aprender que na política deve-se debater ideias, projectos, ideologias, devendo-se, sobretudo fazer política com política.

Deste modo nunca suportei aquelas pessoas que se dizem políticos mas que não se coíbem de recorrer ao insulto pessoal, à calúnia e ao boato para atingirem os seus fins. É neste sentido que sempre tive alguma dificuldade em concordar com as lógicas das campanhas eleitorais para as autarquias que em diversas localidades se baseiam única e exclusivamente numa atitude libertina, caluniosa e de agressão pessoal.

Para mim Portugal, o país real, ainda precisa de mais 100 anos de democracia, estes quase 40 anos democráticos em nada contribuíram para a elevação do debate político ao nível local. Continua-se a bater na tecla do insulto, do boato, continua-se a bater na tecla da compra de votos com uns sacos de cimento aqui, uns tijolos ali e umas sacas de areia acolá, continua-se a não discutir projectos, ideias, estando-se sempre mais próximo do insulto e da batatada que do debate sério e honesto.

Não sei se serei eu que estarei errado, mas numa sociedade em que se valorize apenas os "espertos" e não os inteligentes, trabalhadores e competentes o seu futuro será o da degradação crescente de todos os pilares basilares desta mesma sociedade.

Assim não tenho medo de dizer que abomino e repudio as pessoas (muitas delas com ligações partidárias que bem conhecemos) que fizeram o que fizeram com Ferro Rodrigues, que abomino e repudio quem se dá ao trabalho de gravar conversas telefónicas para fazer chantagem com dirigentes de um partido e ao mesmo tempo subirem a ferro e fogo noutro partido, que abomino e repudio as pessoas que lançaram os boatos sobre José Sócrates aquando da campanha eleitoral de 2005, que abomino e repudio quem discrimina o outro pelo seu reduzido nível académico, que abomino e repudio todas as formas de populismo, demagogia e brejeirice na política e quem as pratica.

Assim valorizo a minoria corajosa dos políticos que, em contra ciclo, persistem em lutar pelas ideias, pelos projectos, pelos valores da liberdade e responsabilidade, que partem para a luta quer tenham ou não a capacidade de ganhar. É esta a política que admiro, é esta a utopia que almejo para a democracia portuguesa.

 

 

tags:

publicado por Hélder Almeida às 14:41
link do post | Opinar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Outubro 2011

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30
31


.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. Não há nada que pague com...

. Vasco Cordeiro, o Futuro ...

. 25 de Abril sempre!

. Força

. Escandaloso

. Vitória da Educação

. Toxicodependência

. Comprimidos de responsabi...

. Pacto na Educação

. Digestão de resultados.

.arquivos

. Outubro 2011

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

.tags

. abril

. ambiente

. crise

. desporto

. educação

. europa

. futebol

. justiça

. música

. natal

. poesia

. política

. ponta delgada

. religião

. sociedade

. transportes

. todas as tags

.links

SAPO Blogs

.subscrever feeds