Terça-feira, 25 de Março de 2008

Casamento...

É certo que vivemos num país de liberdade e que lutou pela mesma. Mas liberdade não significa que se possa fazer tudo, uma vez que esta é inseparável da responsabilidade. Ora é aí que entra a função da legislação, a legislação visa "relembrar" os cidadãos das suas obrigações.

Assim fico admirado com a reacção de algumas figuras face a uma simples lei que visa implantar alguma seriedade no designado negócio dos casamentos. Nada custará aos noivos fazerem chegar às finanças as facturas dos gastos dos respectivos casamentos, contribuindo, deste modo, para que todos os contribuintes sejam tratados da mesma forma, e que não existam uns que paguem e outros que por aí andem, muitas vezes até se gabando, a fugir ao fisco.

Alguns dirão que é da responsabilidade do governo fiscalizar, mas também é da responsabilidade do contribuinte pagar os seus impostos. E através de um simples acto o cidadão comum ao exigir facturas destes serviços estará a ajudar o estado e todos os cidadãos que cumprem as suas obrigações enquanto membros de uma sociedade. Também não será difícil constatar que é quase impossível que o estado consiga uma fiscalização a 100% de todas as actividades económicas. Mais, ao exigir-se facturas não se está a estragar a vida de ninguém, apenas estamos a garantir que todos sejam tratados da mesma maneira.

São estas simples medidas, mas oportunas, que contribuem para o sucesso da máquina fiscal do estado.

Estou certo que esta medida em nada belisca a democracia e a liberdade individual, e que dela só podem discordar aqueles que não cumprem devidamente os seus deveres de cidadão.


publicado por Hélder Almeida às 15:57
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2 comentários:
De António a 26 de Março de 2008 às 11:14
Este é o blogue mais engrachador que conheço. É preciso ser bem serviçal, para se prestar a um trabalho destes.


De In@rq a 26 de Março de 2008 às 12:55
Estou pasma, francamente pasma.
Seriedade no negócio do casamento?
Mas a que cargas de água haveria o cidadão comum ter de enviar ao estado as facturas do que gastou?
Já basta ter de coleccionar anualmente os papelitos para o IRS, imposto retido, e que por vezes é devolvido ao cidadão sem os respectivos juros.
Até concordo que o cidadão cumpra os seus deveres, mas para isso impõe-se que o Estado dê o exemplo.


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