Sábado, 28 de Março de 2009

Confiança

O Presidente do Governo Regional dos Açores sempre defendeu, acima de tudo, a Região. Sempre colocou os interesses dos Açores à frente de interesses partidários e pessoais. Assim, não tenho a menor dúvida que tanto Carlos César como o actual detentor da pasta da economia, Vasco Cordeiro, perante as recomendações do Tribunal de Contas no que respeita ao contrato dos novos navios construídos nos estaleiros de Viana do Castelo, saberão exigir todas as contrapartidas resultantes do incumprimento daquilo que foi contratualizado, bem como apurar os responsáveis por essas mesmas falhas. Agora o que o Governo e o PS não vão com toda a certeza fazer é aquilo que o PSD e também a sua actual líder enquanto directora regional com a responsabilidade dos transportes marítimos fizeram, ou seja, acabar e nunca fomentar o transporte marítimo de pessoas e viaturas entre as ilhas dos Açores. Doa a quem doer esta é uma conquista dos governos do PS. Foi o PS que criou mais este elo de ligação entre todos os Açorianos, fortalecendo ainda mais o espírito autonómico. Foi o PS que permitiu que deixássemos de ser apenas Micaelenses, Terceirenses...Corvinos e passássemos a ser, efectivamente, Açorianos. Que credibilidade tem alguém que quando teve oportunidade nada fez neste sector e agora quer apresentar-se como a salvadora da pátria?


publicado por Hélder Almeida às 13:14
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Sexta-feira, 27 de Março de 2009

Esquizofrenia

Denoto no PSD nacional e regional alguma esquizofrenia através das suas tomadas de decisão bem como nas suas declarações. Em termos nacionais refere-se que Manuela Ferreira Leite afirma que acabaria de imediato com o processo do transporte ferroviário de alta velocidade quando foi ela que enquanto ministra de estado e das finanças assinou um compromisso com o então governo espanhol, comprometendo o país, em termos internacionais, a cumprir uma série de prazos no desenvolvimento das linhas de alta velocidade. Já num post anterior expliquei as falhas gravíssimas deste acordo de Ferreira Leite que lesam os interesses do país, podendo-se ver a explicação aqui. Numa outra dimensão destaca-se a votação para o novo provedor de justiça. Tendo o PS avançado com o nome de Jorge Miranda, nome acima de qualquer suspeita e quase blindado à crítica, como reconhece o próprio PSD concordando com as excelentes qualidades do mesmo, vem o PSD quase que num acto de dupla personalidade dizer que sim senhor é um grande nome, mas quer que o cargo seja ocupado por alguém menos qualificado. Um psiquiatra qualquer diagnosticaria esquizofrenia eu, contudo, diagnostico irresponsabilidade agudíssima do maior partido da oposição.

Já no plano regional a líder do PSD vem afirmar, no seguimento das suas jornadas parlamentares, que o PS está sozinho e que os membros do governo regional, delfins e afins apenas querem agradar o presidente do governo. Perante isto fico a perguntar se a pessoa que disse isto foi a mesma que instalou nos paços do concelho a sede regional do seu partido, que tem como vice-presidente do seu partido alguém que já era seu colaborador na câmara, que vai ao baú das recordações procurar nomes de antigamente para os apresentar como renovação... Será que perante tudo isto não será a referida senhora que está sozinha?

 

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publicado por Hélder Almeida às 19:30
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Quarta-feira, 25 de Março de 2009

Evolução

Recentemente visitei o Parlamento Europeu sendo na altura explicado o modo de funcionamento do próprio e o trabalho diário dos eurodeputados. Pude constatar que no parlamento europeu a retórica era coisa que pouco ou nada interessava aos eurodeputados e que aqueles que optavam pela mesma ao fim de suas 3ª ou 4ª intervenções deixavam de ser tidos em conta pelos seus pares. Naquele enorme parlamento o que vale são as ideias, as propostas concretas. Tanto assim é que as intervenções estão normalmente limitadas a 2 min, tendo, por conseguinte, os senhores deputados que ser concisos, directos, objectivos. Vem tudo isto a propósito do facto de Paulo Casaca ser um dos eurodeputados portugueses que mais produziu (intervenções, relatórios, perguntas) nos últimos cinco anos, não se limitando às questões directamente relacionadas com os Açores mas desempenhando um importante papel na aproximação dos povos e culturas ocidental e islâmica. Paulo Casaca demonstrou capacidade, espírito aberto, energia e eficiência nas suas funções de eurodeputado. Representa, sem a menor dúvida, um novo paradigma de fazer política, podendo significar, em Ponta Delgada, a passagem de uma liderança populista com prioridades algo dúbias, para uma forma moderna de fazer política em que a pessoa é o centro da sua acção.

Os cidadãos de Ponta Delgada têm uma oportunidade única de dar ao seu concelho uma liderança de futuro que o faça verdadeiramente evoluir à semelhança das grandes capitais europeias, deixando para trás a tão nossa e prejudicial "política paroquial".

 

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publicado por Hélder Almeida às 09:43
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Domingo, 22 de Março de 2009

Mudemos!

Portugal está a passar por um momento crucial da sua história. A "maldita" crise não implica apenas prejuízos, abre, igualmente, um conjunto de oportunidades. A hora é esta, as grandes decisões têm de ser tomadas agora, não a pensar no curto prazo mas no médio e longo prazo. Sugeria, assim, que se começasse pela educação. É necessário acabar de uma vez por todas com este estado de alma tão nosso: "o nacional porreirismo". Temos de criar uma cultura, uma sociedade de rigor, de excelência, e isso começa pela educação. De que me vale ter alunos 12 anos na escola se praticamente são "levados ao colo" durante este período. Olhemos para os alemães, ingleses, nórdicos, todos povos verdadeiramente de primeira água, e constatamos que o rigor é incutido nos cidadãos desde cedo nas escolas, formando uma sociedade forte e, por conseguinte, capaz de melhorar sucessivamente as suas condições de vida.

Temos de deixar de querer ser "gajos porreiros" e passarmos a desejar ser os melhores naquilo que fazemos, mesmo que para isso tenhamos de denunciar aqueles que falham, muitas vezes propositadamente, nas suas funções. Nas escolas o fixe não pode ser copiar pelos colegas, mas sim chegar aos testes e conseguir uma boa nota através de um estudo rigoroso e planeado, no emprego os "espertos" não podem ser aqueles que enganam os patrões, antes os que atingem níveis de excelência contribuindo para o desenvolvimento social. Na política as ideias e a missão têm de ser mais importantes que o simples interesse em atingir determinado cargo.

Quero com tudo isto dizer que o cerne do problema da viabilidade de Portugal enquanto país reside nesse "nacional porreirismo" que não nos deixa evoluir, que não nos deixa crescer, que nos empurra cada vez mais para a cauda da Europa e do Mundo. É urgente mudar o nosso paradigma social. Assim os nossos governantes têm a liberdade de escolher se querem ser recordados como grandes estadistas ou como simples interesseiros que apenas buscavam o sucesso num qualquer acto eleitoral perto de si. Fujamos das propostas fáceis e eleitoralistas, avancemos com medidas de rigor, de excelência, de exigência.

 

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publicado por Hélder Almeida às 20:12
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Sábado, 14 de Março de 2009

Velhos do Restelo

A sociedade portuguesa é marcada por figuras típicas com características perfeitamente padronizadas e consolidadas ao longo dos séculos. Uma destas personagens é o "Velho do Restelo". Já Camões, nos Lusíadas, fazia referência a esta figura que no século XV profetizava a desgraça da aventura marítima dos portugueses:

 

"Mas um velho, de aspeito venerando,
Que ficava nas praias, entre a gente,
Postos em nós os olhos, meneando
Três vezes a cabeça, descontente,
A voz pesada um pouco alevantando,
Que nós no mar ouvimos claramente,
Cum saber só de experiências feito,
Tais palavras tirou do experto peito:

"-Ó glória de mandar, ó vã cobiça
Desta vaidade, a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
Cúa aura popular, que honra se chama!
Que castigo tamanho e que justiça
Fazes no peito vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
Que crueldades neles exprimentas!

Dura inquietação d' alma e da vida,
Fonte de desemparos e adultérios,
Sagaz consumidora conhecida
De fazendas, de reinos e de impérios!
Chamam-te ilustre, chamam-te subida,
Sendo dina de infames vitupérios !
Chamam-te Fama e Glória soberana,
Nomes com quem se o povo néscio engana.

A que novos desastres determinas
De levar estes Reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas,
Debaixo dalgum nome preminente ?
Que promessas de reinos e de minas
De ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? Que histórias?
Que triunfos? Que palmas? Que vitórias? [...]"

 

Hoje no século XXI continuam a existir esses senhores "vista curta" que apenas conseguem olhar para o curto prazo, para o imediato.

Vem isto tudo a propósito de uma das propostas do candidato à presidência do concelho de Ponta Delgada, Paulo Casaca, no sentido da introdução do ensino de árabe , russo e mandarim nas escolas municipais. Esta proposta, já criticada e gozada por alguns destes senhores, reveste-se, no entanto, de uma importância muito maior que a aparente. O mundo é cada vez mais uma aldeia global, na qual a China e muitos países árabes assumem uma crescente importância económica e política. Alguém duvida que a China, no futuro, quer pela sua enorme população, rápido desenvolvimento e correntes migratórias de lá originárias será uma das maiores, se não mesmo, a maior potência mundial?

Esta é apenas uma das diferenças deste candidato do PS para os demais. A preocupação com a formação dos munícipes e a intenção de dirigir os dinheiros públicos para a valorização social.



 

 

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publicado por Hélder Almeida às 19:09
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Segunda-feira, 9 de Março de 2009

Agora é que é.

Foi com satisfação que vi o nome do eurodeputado Paulo Casaca como candidato à Câmara Municipal de Ponta Delgada. São inegáveis as suas capacidades para a causa pública. Ninguém pode negar o excelente trabalho desenvolvido no Parlamento Europeu por Paulo Casaca, não só na defesa dos Açores mas também em todo um outro conjunto de questões.

Assim, os eleitores de Ponta Delgada terão uma escolha muito simples nas próximas eleições: ou escolhem uma pessoa que se compromete a ser o Presidente do Concelho a tempo inteiro, como é o caso de Paulo Casaca, ou escolhem alguém que só será Presidente da Câmara às segundas, terças e sextas, e isso apenas durante 3 anos, porque na eventualidade de Berta Cabral ganhar em 2012 o último ano do mandato vai por água a baixo. Ponta Delgada já sente hoje os efeitos de uma presidência que apenas vive do tempo que sobra das inúmeras acções de campanha antecipada de Berta Cabral para as eleições de 2012.

Ponta Delgada precisa de um desenvolvimento harmónico, já que nos últimos 8 anos a assimetria de desenvolvimento foi a tónica dominante da actual presidente. É urgente mudar, é urgente dar uma nova oportunidade a Ponta Delgada e isso só será possível com a vitória de Paulo Casa nas próximas eleições autárquicas.

  

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publicado por Hélder Almeida às 21:03
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Sexta-feira, 6 de Março de 2009

Podia ser diferente...

São lamentáveis os excessos de linguagem levados a cabo por um deputado do PSD na Assembleia da República. Não dignifica aquela casa nem a política portuguesa. São actos como este que, paulatinamente, afastam, cada vez mais, os cidadãos da sua classe política. Aquele senhor deputado se fosse um verdadeiro homem, vá, até mesmo um "homenzinho" já não seria hoje deputado. Contudo de quem profere tais impropérios não se pode esperar muito mais.

Por outro lado tenho que, enquanto socialista e apoiante do Partido Socialista, lamentar, também, a não abolição das taxas moderadoras pelo menos nos internamentos e cirurgias ambulatórias. Solidarizo-me, assim, com a posição de Manuel Alegre e dos outros deputados da bancada do PS que votaram a favor das propostas que iam nesse sentido. O PS foi o pai do Serviço Nacional de Saúde. Se não for o PS a garantir a saúde a quem mais precisa quem será? Espero que, e tal como afirmou Alberto Martins, o PS na próxima legislatura acabe com as referidas taxas.

 

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publicado por Hélder Almeida às 20:31
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Quinta-feira, 5 de Março de 2009

Basta de impunidade

Outro dia alguém dizia que esta crise é a crise da trafulhice. Esta foi talvez uma das melhores classificações que ouvi para a actual crise. E quem o disse tinha total razão. Ao longo do tempo quiseram-nos convencer que um conjunto de "respeitáveis" senhores mui dignamente trajados, de fato e gravata preferencialmente, eram grandes gestores, muitas vezes erradamente designados de empresários (já que para isso teriam de arriscar o seu dinheiro, coisa que nunca fizeram), era neles que estava o progresso e desenvolvimento do país. Mas a pessoa que apelidou esta crise como a da trafulhice também afirmou que quer demore 1 mês ou 20 anos os negócios baseados na trafulhice são sempre descobertos. E mais uma vez teve razão, pois a situação que hoje conhecemos resulta da revelação de todo um conjunto de tramóias que esses "respeitáveis" senhores, muitos deles com a conivência de algum poder político, levaram a cabo durante anos.

Perante isto é urgente que esta trafulhice seja punida, seja castigada. Não é admissível que até agora só haja um senhor em prisão preventiva depois de tudo o que se soube. Isto é o completo escárnio dos valores que devem guiar a sociedade.

Basta de impunidade.  

 

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publicado por Hélder Almeida às 18:12
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Terça-feira, 3 de Março de 2009

Um ano...

Um ano já lá vai. No primeiro aniversário deste modesto blog agradeço aos que tiveram a paciência de por aqui passar e ler as minhas opiniões.

Nunca escondendo as minhas convicções nem o que me ia na alma, qual poeta, os meus posts foram o reflexo daquilo que sou e de como penso que deve ser o comportamento de todos os agentes da sociedade. Assim, houve posts que foram marcados pela irritação, alegria, raiva, serenidade e até alguns, espero que poucos, que "ganharia mais se estivesse com os meus dedos afastados do teclado". Contudo aqui estou para continuar, por muito tempo, sapateando nas voltas da chamarrita...


publicado por Hélder Almeida às 20:48
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