Segunda-feira, 17 de Março de 2008

Democracia

Em democracia o primeiro sinal de que não somos verdadeiramente democráticos é o desrespeito pelas decisões maioritárias dos cidadãos demonstradas na forma mais livre de expressão que é o voto.

Há para aí uma certa pseudo-elite que se julga superior ao comum dos cidadãos. Sim porque eles é que sabem, eles é que são donos da razão, eles é que são as únicas cabeças iluminadas, mais ninguém tem 3 dedos testa nos Açores a não serem eles, que nas últimas eleições, refiro só aquelas que o PS saiu vencedor, a maioria dos Açorianos foi coagida a votar no PS, que todos os membros do governo são corruptos...

O que essas cabecinhas pensadoras não sabem é que é de gente como eles que os Açorianos estão fartos, embora os respeitem.

Não tenho qualquer problema em criticar algo quando acho que está mal, mas critico as políticas, como fiz aqui com a avaliação dos professores, ou o método, como fiz com Luís Filipe Menezes. Agora nunca criticarei os Açorianos pelas escolhas que fazem.

Em 1996 o PS obteve 45,82% dos votos, em 2000 49,20% dos votos e em 2004 56,97% dos votos. Como se vê a tendência é de subida e se há quem atribua que esta onda vitoriosa começou em 1996 pelo grande descontentamento, verifica-se que foi neste mesmo ano que os resultados foram menos expressivos. O que se pode constatar é a satisfação da maioria dos Açorianos com as políticas desenvolvidas nos Açores.

Decerto que nem tudo foram rosas e algo correu mal, mas a avaliação global que os Açorianos fizeram é positiva.

Com esta análise o que quero explicitar é que se deve respeitar a decisão maioritária dos cidadãos, e não achar que todo o mundo está errado e só nós é que temos razão.

Bem sei que esta forma de pensar é particularmente dolorosa para certos que gostam mais do poder musculado, em que apenas uns sejam considerados aptos para pensar e aos outros nem seja dada esta oportunidade, sendo alvo da mais barata agressão verbal e difamação. Para estes relembro que este tipo de regime era mais comum até meados do século XX e já estamos no século XXI, deixando, por isso, o alerta para o eventual desfasamento temporal em que estejam mergulhados.

Em conclusão ser democrata é essencialmente ser respeitador da Liberdade, amante da Responsabilidade e admirador confesso da Solidariedade e Fraternidade.

 


publicado por Hélder Almeida às 17:08
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